PÓS-JOGO

Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação

O Verdão voltou à atividade num jogo histórico. A temporada de 2017 começou marcando o reinício da caminhada da Chapecoense, depois da terrível tragédia na Colômbia, e ninguém melhor que o campeão brasileiro para ser o coadjuvante do evento.

O empate em 2 a 2 foi o melhor resultado possível. Não poderia haver derrotados neste jogo, e os quatro gols não apenas fizeram a torcida local sorrir, mas também foram importantes para acelerar o resgate da competitividade dos atletas, do estádio e da cidade. Para o Palmeiras, é uma honra ajudar a escrever estas páginas da História.

PRIMEIRO TEMPO

Eduardo Baptista montou seu 4-1-4-1, que ficou bem claro desde os primeiros momentos. A linha defensiva pareceu bem montada, embora o ataque da Chapecoense, de forma compreensível, não mostrasse muita coordenação e não exigisse muito.

O maior empecilho para todos, sem dúvida, foi a condição física. O jogo esteve longe de ser um bom espetáculo exatamente porque os jogadores não conseguiam que seus corpos respondessem com os movimentos necessários. Assim, ficamos apenas com a movimentação e com a carga emocional do evento.

O primeiro gol foi do Palmeiras, aos 11: Egídio fez uma jogada despretensiosa pela esquerda e cruzou mal, por baixo; a defesa vacilou e deixou a bola chegar até Raphael Veiga, que na corrida escorou de pé esquerdo, mesmo tendo passado um pouco da linha da bola, que morreu no canto direito de Artur. Se não tivesse sido gol, teria sido pênalti, pois Veiga havia sido deslocado no lance por Amaral. Aplausos da torcida local para o nosso gol. Aplausos dos nossos jogadores para Chapecó. Bonito de ver.

Três minutos depois, a Chape empatou: Niltinho cobrou falta da esquerda, no segundo pau; Prass ficou vendido, a bola foi escorada para o meio e Douglas Grolli empurrou para dentro sem dificuldades. E tome emoção na Arena Condá.

O Verdão se mostrava mais solto em campo, algo quase natural. Mas a Chapecoense mostrava uma surpreendente aplicação defensiva, para compensar as dificuldades na criação. O Palmeiras tinha sérias dificuldades para armar as jogadas. Os destaques eram Roger Guedes e Raphael Veiga.

Aos 36, a Chape chegou ao segundo gol, mas de forma irregular: Niltinho finalizou; a bola era fácil para Fernando Prass defender mas ele bateu roupa; Wellington Paulista pegou o rebote e tocou para as redes, mas estava adiantado na hora do primeiro chute.

O jogo era tão diferente que até na hora de xingar e falar palavrões os jogadores se seguravam. Wellington Paulista protagonizou a cena mais pitoresca do jogo, ao urrar um sonoro FILHA DA PPPPPP... e travar no “P”. Não era jogo pra isso mesmo...

SEGUNDO TEMPO

Com muitas alterações, os dois times voltaram para o segundo tempo com mais vontade que no primeiro – talvez porque o clima emocional já tivesse se diluído um pouco e os jogadores conseguissem focar mais na disputa em si. Com menos de um minuto, a Chape teve escanteio pela esquerda e Amaral surgiu livre, no meio da área, e tocou meio com o ombro, meio com o braço, para o canto direito de Jailson, que foi o autor da batatada que deu origem ao escanteio ao jogar errado com os pés. Enferrujados, nossos goleirões.

Com as alterações do segundo tempo, o Palmeiras mudou completamente do meio para a frente. Erik ficou encarregado do comando do ataque e foi um dos que mais sentiu a falta de ritmo. Por outro lado, Vitinho assumiu a armação e comeu a bola, cheio de vontade de mostrar serviço para Eduardo Baptista.

O Verdão, atrás no placar, passou a forçar mais o jogo e perdeu duas chances muito boas com Arouca e Hyoran. Mas chance boa mesmo quem perdeu foi Erik, aos 21: ele saiu na cara de Elias, cara a cara, mas perdeu o tempo do drible e facilitou as coisas para o goleiro da Chape, que recuperou a bola em seus pés.

Depois de mais uma tocante homenagem, no minuto 71, o Verdão foi com tudo para o ataque para buscar o empate, e ele veio num golaço de Vitinho: ele recebeu a bola pela esquerda, com dois adversários pela frente; com uma bonita finta cortou para o meio, ganhou ângulo e soltou a patada; a bola foi na gaveta de Elias, que saltou mas não alcançou. Uma pintura.

O empate aos 33 do segundo tempo foi o ato final da partida. A partir daí, os times cumpriram o protocolo enquanto todos prestavam suas últimas homenagens às vítimas, aos familiares e à cidade. Missão mais que cumprida.

FIM DE JOGO

Foi um jogo diferente, mas belo. Escudo da Chape na camisa do Palmeiras. Escudo do Palmeiras na camisa da Chape. Nasce uma irmandade bacana entre os clubes de verde. #JUNTOS

Em campo, pouco a analisar; o que importou mesmo foram as primeiras movimentações. Alguns destaques, para bem e para mal – Raphael Veiga e Vitinho foram os que mais chamaram atenção. Aumentaram as dores de cabeça de Eduardo Baptista para definir os 28 da lista do Paulistão.

O time entra na reta final da preparação a partir da segunda-feira. O próximo amistoso, contra a Ponte Preta, deve ter muito mais cara de jogo do que de amistoso. Sem a carga emocional e bem mais entrosados, nossos jogadores tendem a mostrar evolução antes da estreia no Paulistão, daqui a duas semanas.

Valeu Chape!

VAMOS PALMEIRAS!

PRÉ-JOGO

Vai começar a temporada 2017 para o Verdão. O campeão brasileiro abre os trabalhos num amistoso cheio de nobreza: enfrenta a Chapecoense, na Arena Condá, com todas as receitas sendo revertidas às famílias das vítimas do acidente.

O Palmeiras vai apresentar alguns de seus novos contratados para a imprensa mundial. Equipes de jornalistas de todo o planeta credenciaram-se para cobrir a partida, que certamente será cercada de muita emoção.

DESFALQUES: Não viajaram para Chapecó por não estarem ainda em condições físicas Mina, Edu Dracena, Vitor Hugo, Guerra, Michel Bastos, Moisés, Barrios, Rafael Marques e Willian Bigode. De última hora, Zé Roberto, com problemas gástricos, foi cortado.

RELACIONADOS:
Goleiros
: Fernando Prass e Jailson
Laterais: Egídio, Fabiano, Jean, Matehus Bahia e Maílton
Zagueiros: Antônio Carlos, Thiago Martins e Vitão
Volantes: Arouca, Felipe Melo, Rodrigo, Thiago Santos e Tchê Tchê
Meias: Hyoran, Raphael Veiga e Vitinho
Atacantes: Alecsandro, Dudu, Erik, Keno e Roger Guedes

Eduardo Baptista, que deu uma excelente coletiva na manhã desta sexta, vai estrear no comando do Verdão com alguns novos contratados à disposição: Antônio Carlos, Felipe Melo, Hyoran, Raphael Veiga e Keno. Além deles, os juniores Vitão, Matheus Bahia e Maílton seguiram viagem para eventualidades.

Na coletiva, Eduardo revelou o time que deve sair jogando: Fernando Prass; Jean, Antônio Carlos, Thiago Martins e Egídio; Felipe Melo; Roger Guedes, Tchê Tchê, Raphael Veiga e Dudu; Alecsandro.

Fica a enorme expectativa pela presença de Hyoran em campo. O meia, que escapou da tragédia por não estar relacionado para a partida na Colômbia, é cria da Chape e sua entrada deve ser um dos momentos mais tocantes da tarde.

ADVERSÁRIO

Vagner Mancini mandará a campo o novo time da Chape, que conta com nomes bastante conhecidos de nossa torcida. Aos poucos, o time catarinense vai se remontando e não podemos esperar muita coisa da equipe nesta primeira movimentação. O onze que deve ir a campo é Artur; João Pedro, Douglas Grolli, Fabrício Bruno e Reinaldo; Andrei Girotto, Amaral e Nenén; Rossi, Wellington Paulista e Niltinho.

Lei do EX: Do lado de cá, Fabiano e Hyoran já vestiram a camisa do campeão da Sul-Americana. Quatro jogadores da Chape já jogaram no Verdão: João Pedro, Andrei Girotto, Amaral e Wellington Paulista – e Nathan ainda pode entrar no decorrer do jogo.

RETROSPECTO

O confronto entre as duas equipes tem uma História recente, iniciada em 2013. Foram 8 jogos e há equilíbrio: três vitórias para cada lado, e dois empates; foram 9 gols do Palmeiras e 11 da Chape.

  • Nunca houve uma vitória fora de casa no confronto. Houve um empate no Pacaembu e outro na Arena Condá.
  • Será o primeiro amistoso entre as equipes. Houve dois jogos pela Série B em 2013, e seis confrontos nos três últimos campeonatos brasileiros;
  • Héber Roberto Lopes foi o premiado para apitar esta partida. Vai ser um saco vê-lo tentando chamar os holofotes para si. Sob seu apito, já disputamos 43 jogos: 18 vitórias, 9 empates e 16 derrotas; marcamos 64 gols e sofremos 63.

PARPITE

Será uma enorme honra para o Palmeiras participar deste jogo. O campeão brasileiro, que foi o último time a enfrentar a Chapecoense antes da fatalidade – exatamente na partida em que alcançou o título – terá o privilégio de marcar o recomeço da caminhada do bravo clube catarinense. É um orgulho muito grande para o palmeirense ser coadjuvante desta página tão importante da História do futebol brasileiro.

Nosso time não deve mudar muito a forma de jogar em relação ao time de Cuca, pelo menos neste início de movimentações. Quando a bola rolar, a carga emocional deve ser diluída e os atletas vão querer mostrar serviço. Aí, o entrosamento e a maior qualidade técnica do Palmeiras devem prevalecer.

Sem o componente humano que envolve o jogo, seria jogo para uma goleada das grandes. Mas considerando tudo o que está em jogo, o Verdão deve tirar o pé depois de marcar o quarto gol, e a partida terminará com o gol de honra do time da casa, aplaudido de pé por todo o planeta.

Que venha 2017!

FORÇA CHAPE! VAMOS PALMEIRAS!

FICHA TÉCNICA

21/01/2017 - 16h30

Arena Condá (Chapecó/SC)

14.898

N/D

Héber Roberto Lopes

GOL Artur

( GOL Elias )

LAT João Pedro

( LAT Zeballos )

ZAG Fabrício Bruno

( ZAG Luiz Otávio )

ZAG Douglas Grolli

( ZAG Nathan )

LAT Reinaldo

( LAT Diego Renan )

VOL Andrei Girotto

( VOL Luiz Antonio )

VOL Amaral

( VOL Moisés Gaúcho )

MEI Rossi

( ATA Arthur )

MEI Neném

( MEI Dodô )

MEI Niltinho

( MEI Osman )

ATA Wellington Paulista

( ATA Túlio de Melo )

TEC Vagner Mancini

GOL Fernando Prass

( GOL Jailson )

GOL Egídio

LAT Jean

( LAT Fabiano )

ZAG Antônio Carlos

( MEI Maílton )

ZAG Thiago Martins

VOL Felipe Melo

( VOL Arouca )

MEI Raphael Veiga

( MEI Vitinho )

MEI Tchê Tchê

( VOL Thiago Santos )

MEI Dudu

( MEI Keno )

MEI Roger Guedes

( MEI Hyoran )

ATA Alecsandro

( ATA Erik )

TEC Eduardo Baptista

AVALIAÇÃO DOS JOGADORES

Fernando Prass

Um dos que mais sentiu a falta de ritmo. Ainda bem que era amistoso.

S/N

Egídio

Esse não sentiu nenhum falta de ritmo. Continua com a mesma ~inteligência~ de sempre.

S/N

Jailson

Brincou no começo e deu um escanteio que acabou em gol. Mas depois entrou no ritmo normal.

S/N

Jean

Só na experiência, ficou discretão ali no canto pra ninguém notar a ferrugem.

S/N

Antônio Carlos

Tava empolgadão, até levar uma paulistinha. Aí teve que baixar a bola.

S/N

Thiago Martins

Parece que tem 15 anos como profissional. Muita maturidade.

S/N

Fabiano

Se o Jean não abrir o olho, vai pro banco.

S/N

Felipe Melo

Mostrou muita presença e personalidade. Arriscou uns bons lançamentos.

S/N

Thiago Santos

Começou como volante, depois caiu pra zaga - sempre com tranquilidade.

S/N

Arouca

Teve alguns lampejos que lembraram o volantaço de 2015.

S/N

Raphael Veiga

Estreou com gol. O que mais poderia querer?

S/N

Tchê Tchê

Pode ser apenas impressão, mas parecia muito mais à vontade em campo que no ano passado.

S/N

Dudu

Quase não pegou na bola.

S/N

Roger Guedes

Um dos mais participativos do primeiro tempo, embora sem nenhuma efetividade.

S/N

Keno

Foi o negativo do Roger Guedes, no segundo tempo.

S/N

Hyoran

Perdeu um gol feito. Visivelmente desconcentrado. A carga emocional era muito grande para ele.

S/N

Vitinho

O craque do jogo. Além do golaço, fez várias ótimas jogadas e comandou nosso meio-campo com personalidade.

S/N

Maílton

Deve ter sido a maior experiência de sua vida.

S/N

Alecsandro

Pesadão, naquele ritmo de pré-temporada.

S/N

Erik

Deve dividir o quarto com o Egídio, não é possível tomar tantas decisões erradas. Alguém troca isso aí, pô.

S/N

Eduardo Baptista

Começou espalhando as peças no tabuleiro e posicionando a defesa. Be-á-bá.

S/N

PARPITE

Faça seu parpite para o jogo e concorra ao prêmio abaixo. É só chutar seu placar (com vitória do Verdão, claro!), quem fará os gols e o público pagante, e torcer.

Dúvidas?

PANORAMA GERAL

PARPITE ENCERRADO!




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