POR Conrado Cacace 09/01/2017 - 08h58

​Parmerista!/Verdazzo!, 10 anos - PARTE IV

A quarta parte da série que conta os 10 anos de atividade foca no ano de 2015.

PARTE IV

9. A virada (2015)

O estouro de Gabriel Jesus na Copinha era um prenúncio do que estava por vir.

Ciente do fracasso na gestão do futebol, Paulo Nobre contratou para a função de diretor de futebol remunerado Alexandre Mattos, que havia comandado o Cruzeiro no bicampeonato brasileiro nos anos anteriores. A celebração do patrocínio da Crefisa, depois de dois anos com a camisa “limpa”, deu mais fôlego financeiro ao clube, que assim iniciou uma das mais fantásticas viradas que o futebol brasileiro já conheceu.

As contratações de Dudu (um lindo chapéu duplo em SPFC e SCCP), Arouca e Cleiton Xavier enlouqueceram a torcida, que retribuiu com uma incrível adesão em massa ao Avanti e um comparecimento maciço ao estádio, proporcionando grandes rendas. O fenômeno deu um inesperado impulso ao já ascendente fluxo financeiro do clube, que, nas palavras do novo diretor, passaria a beber “água limpa”.

Com mais de 20 contratações e sob o comando de Oswaldo de Oliveira, o time passou alguns apertos no Paulista mas engrenou depois de uma sensacional goleada contra o SPFC quando Robinho fez um golaço por cobertura em Rogério Ceni. O caminho à final passou por uma saborosíssima eliminação do SCCP no Itaquerão, nos pênaltis, até a derrota no último jogo, também nos pênaltis, para o Santos.

O mau começo no Brasileirão custou a cabeça de Oswaldo, substituído por Marcelo Oliveira, que revivia assim a parceria com Mattos. E seu começo foi muito promissor: o time reagiu na competição e chegou ao terceiro lugar na 15ª rodada, a apenas 4 pontos do líder – nessa trajetória, mais uma goleada no SPFC com o time jogando o fino da bola. Mas a grave contusão do volante Gabriel num jogo contra o Atlético-PR desmontou o esquema defensivo do time, que passou a oscilar demais, alternando partidas medíocres com grandes exibições. Gabriel Jesus, inserido aos poucos no grupo por Oswaldo, ganhava mais chances com Marcelo.

O Verdazzo! Inaugurou uma nova plataforma, que sobrevive até hoje, mas os problemas de adaptação aos celulares persistiram. Uma grande novidade foi inaugurada: o Almanaque, que é a fonte mais completa de consulta dos 102 anos de História do clube – mesmo com alguns ajustes ainda por fazer. A gamificação foi reativada, trazendo consigo novos features de interatividade. Aconteceu então uma febre, uma corrida insana pelos prêmios oferecidos pelo site. Parecia um ótimo sinal.

Infelizmente a concepção do game não levou em conta o excesso de vontade dos leitores. Na ânsia por competir e vencer, muitos leitores acharam brechas para marcar mais pontos de forma desleal, tornando a competição injusta e exigindo um esforço de correção acima da capacidade humana disponível. Assim, de forma frustrante, o módulo do game foi desativado, levando junto alguns milhares de reais em investimento. Alguns passos atrás, para seguir em frente.

Quem seguiu em frente, mesmo aos trancos e barrancos, foi o Palmeiras de Marcelo Oliveira, pelo menos na Copa do Brasil. A campanha no Brasileirão não resistiu à irregularidade de nossa defesa, mas no mata-mata o time se superava, saindo de situações difíceis no Allianz Parque. Depois de confrontos épicos contra Inter e Fluminense, veio a chance da desforra frente ao Santos, e o título veio de forma emocionante, mais uma vez nos pênaltis. A conversão de Fernando Prass será lembrada pela eternidade. O Palmeiras voltava a ser campeão de um torneio realmente grande depois de 16 anos.

Em meio a tudo isso, o Verdazzo! teve uma diminuição no volume de produção, já que o Resistência 1942 na ESPN FC, ganhava cada vez mais destaque, sendo o segundo blog de maior audiência mesmo com apenas duas atualizações semanais, perdendo apenas para o blog do Barcelona, atualizado diariamente.

As dificuldades com a nova plataforma contribuíam com esta inversão de prioridades, e chegando perto do fim do ano, o R42 tinha mais publicações que o próprio Verdazzo! O projeto de fato tinha um enorme potencial de crescimento, e dedicar os esforços num navio parrudo e equipado parecia mais correto do que insistir num barco valente, mas com falhas estruturais. Algo que se mostraria um erro, como veremos no último post da série.

***

Amanhã, seguiremos a trajetória com a PARTE V, que vai relembrar o ano de 2016 e encerrará a série.

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