POR Conrado Cacace 10/01/2017 - 09h28

​Parmerista!/Verdazzo!, 10 anos - PARTE V

Encerramos hoje a série de posts que conta a trajetória de 10 anos do site. Que venham os próximos!

PARTE V

10. Rumo ao topo (2016)

O Palmeiras iniciou o ano apresentando seu novo pacote de contratações, mais discreto do que o do ano anterior, mas com ambições maiores: a disputa da Libertadores. Marcelo Oliveira, porém, acreditou que o título conquistado em dezembro seria seu salvo-conduto para sustentar seu precário sistema de jogo. Preguiçosamente, manteve o esquema. Mesmo contando com Gabriel Jesus plenamente desenvolvido e numa fase esplendorosa, colheu, como resultado, a iminente desclassificação na fase de grupos do torneio continental e a demissão.

Cuca assumiu o time e sua sequência inicial foi de quatro derrotas, incluindo uma goleada para o Água Santa. Mas bastou um pouco de tempo para que o novo treinador conseguisse impor seu plano; mais uma vez o time reagiu e chegou à semifinal do Paulistão. Mais uma vez, contra o Santos, e mais uma vez, derrota nos pênaltis. Na Libertadores, o time foi valente, mas não passou de fase por apenas um resultado.

O início do ano marcou também o brusco encerramento das atividades do R42, num episódio bastante decepcionante. Um incidente envolvendo uma repórter de rádio, que teve tweets antigos em que mostrava seu lado de torcedora do SCCP, deflagrou um massacre virtual por parte de nossa torcida. Com o massacre em pleno andamento, uma sequência de 4 tweets meus fazendo considerações sobre o caso foi apontada por “colegas” de projeto como sendo os deflagradores do massacre sobre a moça.

Seguiu-se uma onda de acusações insana, reforçada por jornalistas dos mais variados veículos. Foi feita até uma matéria num certo “Portal Imprensa”, para pressionar a ESPN a encerrar o R42. Deu resultado: os gestores do projeto e a direção da casa, numa demonstração de fraqueza e corporativismo, cederam à pressão. Os coleguinhas de projeto ficaram felizes por não ter mais uma concorrência interna tão forte e os jornalistas de fora aliviaram seus desconfortos por verem um blogueiro da tão odiada mídia palestrina ocupando um espaço na tão desejada ESPN.

Superada a decepção pela tramoia, ficou o alívio de não mais ter que dividir o espaço com colegas tão desleais, mesmo sendo um dos mais dedicados entre os 80 blogueiros do projeto, ajudando não apenas com produção de conteúdo e gerando audiência, mas colaborando também na coleta de dados para análise gerencial e na captação de patrocinadores. É como dizem: prego que fica com a cabeça muito alta leva martelada.

Mas o Verdazzo, ninguém me tira. A interrupção do R42 foi a deixa para que todas as energias se voltassem para o velho Verdazzão, e a primeira atitude foi, mais uma vez, procurar um fornecedor de tecnologia para remodelar o site – pela quarta vez. Este processo está em andamento e deve ser concluído em mais algumas semanas.

Em meio a tudo isso, o Palmeiras iniciou a disputa do Brasileirão e da Copa do Brasil. Esta trajetória ainda está recente em nossas memórias. Cuca fez a leitura completa do elenco e conseguiu elaborar vários esquemas que aproveitassem o que cada jogador tinha de melhor diante de cada adversário.

As dificuldades não foram poucas e vieram de todos os lados: arbitragens que nos tiraram mais de dez pontos, principalmente no primeiro turno; os tribunais, que suspenderam Alecsandro por falso doping e que tiraram nossos mandos e interditaram setores injustamente; imprensa tentando desestabilizar o trabalho de todas as formas, implicando até com a quantidade de gols de pé esquerdo e cunhando o célebre termo “Cucabol”. Nada disso foi suficiente e o Verdão foi campeão com enormes nove pontos de vantagem, liderando a maioria das estatísticas, sendo a base de todas as seleções do campeonato e quebrando vários recordes.

O Palmeiras conseguiu voltar ao posto de time dominante do país depois de muitos anos, graças a um trabalho pouco visível de uma diretoria que trabalhou muito forte durante quatro anos, que cometeu erros graves, corrigiu rotas, se manteve resiliente e que colheu os frutos. E é um orgulho muito grande saber que conselheiros do grupo Fanfulla fizeram parte dessa diretoria. Com muita teimosia, seguimos fazendo o trabalho e pudemos dar nossa pequena parcela de contribuição.

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Esta resiliência também será pelos próximos anos a marca do Verdazzo. Perto de completar 10 anos na ativa, depois de tantos percalços e decepções, houve o momento de questionar seriamente o prosseguimento desta atividade. Na balança, tudo de bom, de ruim, de ótimo e de péssimo que aconteceu em toda essa trajetória. Sem a estrutura técnica e comercial de uma ESPN, ou de um UOL, ou de um ge.com, a única alternativa era buscar uma forma de tornar a atividade sustentável. E foi de um leitor que veio o estímulo para ativar um mecanismo de crowdfunding.

No final de agosto o Verdazzo! se juntou à plataforma Padrim e pouco a pouco as metas vão sendo batidas. Os 100 primeiros padrinhos estabelecidos para o final de 2016 foram superados por 8. Hoje, somos em 121 palmeirenses que mantêm o site pulsando, com extensões em várias outras redes: Facebook, Whatsapp, Periscope e os essenciais churrascos. Em quatro anos, ao final de 2020, a expectativa é chegar a 1000 padrinhos e assim ter condições financeiras não apenas de sustentar o site no ar, mas de ter dedicação full-time ao projeto, produzindo assim muito mais conteúdo.

Ao completar 10 anos de atividade, gostaria de agradecer imensamente a todos os leitores, sem exceção. Agradeço também aos patrocinadores e parceiros que tivemos eventualmente em todo este tempo. Muito obrigado também às assessorias de imprensa do Palmeiras, que sempre valorizaram e colaboraram, dentro do possível, com esta atividade. E muito, muito obrigado, aos (por enquanto) 121 padrinhos, que se juntaram ao Verdazzo!, acreditam no projeto e mantêm o sonho vivo.

Com o seu apoio, bateremos a meta final. Seja você o próximo padrinho do Verdazzo! e caminhe a nosso lado pelos próximos 10, 20, 30 anos.

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